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terça-feira, 2 de setembro de 2014

DRs: Espinhos e Bombas

Um exemplo de estrela-do-mar.
Os equinodermos são animais representados por estrelas-do-mar, bolachas-da-praia, pepinos-do-mar, ouriços-do-mar e outros. São exclusivamente marinhos. O nome do filo é devido aos espinhos que possui na pele (equino = espinho; derme = pele).

São seres triblásticos e celomados, muito semelhantes aos cordados por compartilharem características que não estão presentes nos outros animais. Essas características são a presença de enteroceloma em vez de esquizoceloma, ou seja, um celoma formado do intestino primitivo, e não da mesoderme; a deuterostomia em vez da protostomia, ou seja, o ânus surgindo do blastóporo, e não a boca; e um endoesqueleto em vez de um exoesqueleto, produzido pela derme e debaixo dela.

Além disso, os equinodermos apresentam simetria radial em vez de bilateral, sendo pentarradial secundária, isto é, na maioria dos casos o ser pode ser dividido em cinco planos; a boca fica no centro do organismo. Possui tubo digestório completo e utiliza os pódios (pequenos tubos) para a troca gasosa. Com pouca mobilidade, o sistema nervoso é pouco desenvolvido e o circulatório é em grande parte substituído pelo sistema ambulacrário.

O sistema ambulacrário é uma apomorfia dos equinodermos. É constituído de uma rede de canais em que a água do mar circula. Através da contração de alguns músculos, os pódios fazem a locomoção com a ajuda da água, em uma espécie de bombeamento.

Por mais incrível que pareça, animais como a estrela-do-mar são predadores.

sábado, 24 de maio de 2014

DR's: Corpos Moles, Pérolas e Filtros

Um exemplo de molusco, o caracol-de-jardim.
Origem do nome do filo
O corpo mole dá nome ao filo mollusca (mollis = mole).

Simetria
Bilateral

Desenvolvimento embrionário
Triblásticos e celomados.
Ectoderme: epiderme, sistema nervoso, concha
Mesoderme: órgãos internos (brânquias) e músculos
Endoderme: sistema digestório (gastroderme)

Constituição do corpo
Cabeça: órgãos sensoriais e gânglios (coordenação)
Pé: músculos (locomoção); em alguns, tentáculos
Massa visceral: principais órgãos (brânquias, tubo digestório)

Digestão
Tubo digestório completo (boca, estômago, glândula digestória, intestino e ânus). Apresentam rádula, para raspar alimentos de pedras e conchas. Há moluscos filtradores.

Sistema respiratório
Brânquias retiram o oxigênio da água (levado pelo sangue para o corpo) e secretam o gás carbônico. Alguns moluscos retiram o oxigênio do ar, outros fazem respiração cutânea.

Sistema nervoso
Vários pares de gânglios unidos por cordões nervosos. Alguns possuem olhos, outros somente células fotorreceptoras, sem nitidez de imagem. Há também órgãos de equilíbrio (estatocistos), tentáculos táteis e osfrádios (receptores químicos).

Sistema circulatório
A maioria possui circulação aberta (sangue impulsionado pelo coração para vasos e lacunas onde estão mergulhados os órgãos). Em outros, a circulação é fechada (o sangue circula em vasos e há troca de alimentos e gases entre os capilares e os tecidos).

Importância econômica e ecológica
Alguns bivalves formam as pérolas através de um mecanismo de defesa contra uma partícula estranha que se ache entre a concha e o manto, que são objetos extremamente caros e apreciados pela elite. A importância ecológica, por sua vez, se dá através dos moluscos filtradores, que acabam limpando a água em seu processo de obtenção de comida.

Fonte de imagem: br.freepik.com

domingo, 11 de maio de 2014

DRs: Os Metazoa

O reino animal (ou metazoa) é constituído por seres eucariontes (apresentam núcleo genético nas suas células), pluricelulares e heterotróficos por ingestão (alimentam-se da matéria de outro ser vivo com a digestão ocorrendo dentro do organismo). Uma das principais características que diferem os animais de outros seres vivos é a presença de blastocele no desenvolvimento embrionário, uma cavidade na esfera de células do embrião.

O reino animal é um dos que apresenta maior variedade de
seres vivos.
Quanto à fisiologia, em geral os animais apresentam movimento, e por isso possuem uma forma mais compacta, adequada para esse estilo de vida. Também apresentam simetria bilateral, geralmente, o que também ajuda na movimentação, diminuindo a resistência do ambiente.

A maioria dos animais têm um sistema nervoso, composto por neurônios, podendo ser difuso, em que não há um centro nervoso de maior concentração de sinapses, ou não.

O reino animal é dividido em 9 filos; porifera, cnidaria, platyhelminthes, nematoda, annelida, arthropoda, mollusca, echinodermata e chordata.

Fonte da imagem: http://guiadoestudante.abril.com.br/fotos/relembre-filos-classes-reino-animal-prepare-se-vestibular-691126.shtml#0

segunda-feira, 7 de abril de 2014

DR's: Flagelos e fímbrias

As bactérias são seres vivos que possuem um reino único para elas: o reino monera.

O reino monera é constituído por seres procariontes, ou seja, que não apresentam núcleo, nem as organelas membranosas comuns nos outros seres; por isso, são os organismos vivos (o que não inclui vírus, viroides e príons) mais simples do mundo. As bactérias apresentam, quase todas, uma parede celular constituída de peptidoglicano (peptídios ligados a polissacarídeos) que se apresenta ao redor da membrana plasmática, para proteção da mesma. Dentro da membrana, há somente o citoplasma e, imerso nele, o DNA, ribossomos (organelas responsáveis pela síntese de proteínas, necessárias para o metabolismo celular) e glicogênio (reserva alimentar). Além do DNA do código genético por si só, há também moléculas menores do acido desoxirribonucleico chamadas de plasmídeos, que conferem algumas características à bactéria. Diversas espécies também possuem flagelos (para a locomoção).
Esquema da estrutura de uma bactéria flagelada.

Há vários formatos para as bactérias, como bastonetes, esferas ou até hélices.

As bactérias podem ser heterotróficas por absorção (com a ejeção de enzimas digestivas no ambiente e depois a absorção das moléculas do alimento pela célula, ou o que também chamamos de decomposição) ou autotróficas por fotossíntese, quanto a sua nutrição.

Quanto a respiração, as bactérias podem ser aeróbias (dependentes do oxigênio para conseguir energia para sua sobrevivência), anaeróbias estritas (ou obrigatórias; não podem ter contato com o oxigênio, já que não conseguem se utilizar dele, de forma que sua presença na célula é letal) ou anaeróbias facultativas (se houver oxigênio, se realiza a respiração aeróbia, se não houver, se realiza a fermentação).

As bactérias se reproduzem tanto assexuada, quanto sexuadamente. O principal modo é o assexuado, por bipartição, em que a célula aumenta, duplica o DNA e se divide em duas bactérias geneticamente iguais. Também pode haver reprodução sexuada, por assim dizer, embora não haja sexo específico, mas sim a troca de material genético, na conjugação. Nesse processo, uma bactéria se liga a outra através de pequenas estruturas parecidas com pelos chamadas fímbrias, havendo a troca de plasmídeos. Assim, quando a célula, com novos genes, se dividir, haverá a formação de duas outras bactérias diferentes da inicial. Através desse processo que há a maior variabilidade genética, podendo ocasionar na geração de bactérias resistentes a determinados antibióticos, por exemplo.

domingo, 6 de abril de 2014

DR's: Proteínas e ácidos nucleicos

Os vírus são objetos de discussão. Não apresentam organização celular e nem metabolismo próprio, portanto não podem ser considerados seres vivos. Por outro lado, possuem reprodução (ainda que somente em um hospedeiro), hereditariedade e evolução, o que faz com que alguns cientistas discordem da ausência dos vírus nas classificações taxonômicas. De qualquer forma, esses agentes patogênicos não fazem parte de nenhum dos cinco reinos.

Esquema de vírus envelopado; na figura,
genoma em vermelho, capsômeros em
verde e envelope em cinza, com proteínas
em laranja. Cores fantasia.
Os vírus, conforme sua estrutura, se dividem em dois tipos: os não-envelopados e os envelopados. Os vírus não-envelopados possuem somente o genoma (DNA ou RNA) envolto por um capsídio, uma cápsula de proteínas constituída de várias unidades menores, os capsômeros. Tudo isso nós chamamos de nucleocapsídio.

Já os vírus envelopados possuem toda a estrutura dos não-envelopados e mais uma parte: o envelope. O envelope é uma estrutura que engloba todo o vírus composto pela membrana plasmática de uma célula já invadida.

Para a invasão de um hospedeiro, os vírus utilizam proteínas ligantes que possuem na sua superfície, que só se unem às proteínas da célula específica que será invadida. A reprodução do vírus no interior da célula é comandada pelo genoma do vírus.

Fonte da imagem: http://pt.wikipedia.org/

quarta-feira, 12 de março de 2014

DRs: Órgãos, origens e clados

Para visualizar melhor aspectos fundamentais da taxonomia, os biólogos utilizam cladogramas (do grego, klados = galho, ramo e gramma = escrito), um esquema como o abaixo:


No cladograma as espécies são ordenadas de forma que quanto mais à direita no esquema, maior o grau de evolução, e quanto mais para baixo, mais antiga a origem do ser (observar o tempo em milhões de anos atrás). O cladograma é muito útil pois mostra, em uma única imagem, as origens evolutivas das espécies determinadas, o parentesco entre elas, os ancestrais comuns e a idade deles. Cada divisão, ou seja, um ponto onde um clado se divide para formar outros dois ou mais, chama-se nó.

Comparando duas ou mais espécies diferentes, podemos estabelecer algumas relações entre elas. Órgãos homólogos são aqueles que têm a mesma origem embriológica, como a asa do morcego e a asa da águia. Órgãos análogos, por sua vez, são aqueles que desempenham a mesma função, porém têm origem embriológica diferente, como a asa de vertebrados e a asa de invertebrados - embora ambos os órgãos façam o ser voar, as asas de um pombo e as de uma borboleta são formadas em uma etapa diferente do desenvolvimento embriológico.

Em cada nó, há o surgimento de uma nova característica, o que gera a diferença entre as espécies. Uma apomorfia é uma característica nova de um grupo de seres vivos. Já uma plesiomorfia é uma característica antiga de determinada espécie com relação a outra. Exemplo: os placodermos são os primeiros peixes a apresentarem mandíbula, logo, a presença de mandíbula é uma apomorfia dos placodermos, já que os ostracodermos e seus ancestrais mais antigos não a possuíam, ela é uma inovação biológica; já a presença de mandíbulas nos mamíferos é uma plesiomorfia, pois outros seres vivos que vieram antes deles já possuíam essa característica (ver o cladograma acima).

Anagênese é o processo evolutivo em que uma única espécie vai sofrendo mutações positivas para a sua adaptação de tal modo que, no final, ela some e há o surgimento de uma única nova espécie. Cladogênese é o processo em que uma única espécie gera duas ou mais espécies distintas entre si, seja por uma separação territorial forçada ou adaptação ao ambiente.

Origem monofilética designa origem de uma só espécie; um grupo de seres vivos, ao ser comparado, pode ter origem monofilética.